quinta-feira, fevereiro 4

Poema - Quisera Eu...


Quisera eu amor naquele dia,
que o teu olhar jamais se desviasse
Para que o meu no teu pousasse.
E essa recordação eu não esqueceria.

Mas, o teu olhar, amor, se desviou
Saíste logo, p'ra não mais me ver
Meu coração quis ainda te deter
Mas, te tão magoado; por terra se prostrou.

Voltaste logo após e então paraste
Será amor que depois pensaste
que triste eu poderia estar?

É loucura, certamente vais dizer
Mas, meu coração parou logo de bater
E eu só quis correr p'ra te abraçar.

quarta-feira, fevereiro 3

Poema - Amor Traído


Foi triste tudo aquilo que fizeste,
Nem sei porquê tanta loucura.
Fazendo-me viver nesta amargura
Pois, que tu para mim já não existes.

Naquelas longas horas e tão tristes,
Em que o meu coração sofreu calado
E eu era desprezada ao teu lado
Por aquela para quem sorriste.

Agora, sê feliz, já não importa.
Não voltes a bater à minha porta
Pois que, ela para ti já se fechou.

O meu coração está triste e magoado
Mas, eu sei que o teu bate assustado
Pois lhe falta um dom - Ele não amou.

terça-feira, fevereiro 2

Poema - Porque sofro?

Não me perguntes o que tenho, não?
Bem sei que o meu sorriso está velado,
que o meu olhar te fita embaciado
e que se esquiva à tua, a minha mão.

Ao pé de ti, da tua sedução,
meu fogo jaz, em neve sepultado.
Batendo só por ti, bate assustado
o que de mim tomaste - o coração.

Nada me deves, vive em paz, descansa.
Que tudo em ti prossiga confiança
sem te doer que eu seja sofrimento.

E porque sofro? Sim, vou-te dizer,
Agora sei, foi-me dado o entender,
que em tua vida eu nada represento.

segunda-feira, fevereiro 1

Poema - É Tarde

É tarde, muito tarde, meu amor.
Fizeste-me esperar demasiado.
Meu coração descrente e já cansado
Perdeu toda a coragem, todo o ardor.

Tua traição causou-lhe intensa dor,
Teceu-lhe um véu de lágrimas orlado.
Prostou-o num letargo, e adormentado
o conservou, exausto de amargor.

E agora tenho medo, podes crer,
de o acordar assim do esquecimento.
Para a loucura vá de mais loucuras.

Se ele despertar, amor, volta a sofrer,
volta a sonhar... e eu temo esse tormento
De vez ruir as ilusões futuras!