terça-feira, fevereiro 2

Poema - Porque sofro?

Não me perguntes o que tenho, não?
Bem sei que o meu sorriso está velado,
que o meu olhar te fita embaciado
e que se esquiva à tua, a minha mão.

Ao pé de ti, da tua sedução,
meu fogo jaz, em neve sepultado.
Batendo só por ti, bate assustado
o que de mim tomaste - o coração.

Nada me deves, vive em paz, descansa.
Que tudo em ti prossiga confiança
sem te doer que eu seja sofrimento.

E porque sofro? Sim, vou-te dizer,
Agora sei, foi-me dado o entender,
que em tua vida eu nada represento.

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