terça-feira, abril 3
Sim, o mundo.
Este é o mundo que me põe a cabeça às voltas. Que me põe confusa, dispersa, fraca, tanto sensível como insensível, tanto optimista como pessimista. Que me põe num estado sem definição, que não me diz se devo virar para a esquerda ou seguir caminho pela direita. Este mundo não me diz se faço certo ou faço errado. Se faço certo, porque não faço o errado e se faço o errado, porque não faço o certo? Eu? E as pessoas à minha volta? As pessoas de todo o mundo? Aquelas que estão a nascer mesmo agora, neste preciso momento e aquelas que estão a morrer agora, neste preciso momento. Porque nós? Porque somos como somos, porque somos conscientes, o que é isto de sentimentos, porque temos de sentir dor, estas fraquezas e desilusões. Porque são uns mais que os outros? Porquê estas mentiras? Mil e umas cores, mil e uma pessoas, mil e uma de diferentes opiniões, mil e um sentimentos. Diferenças, não nos fazem diferentes. Igualdades, não nos fazem iguais. Então porquê isto tudo? Porquê estas perguntas, estas dúvidas, questões e interrogações? Tem tudo o mesmo significado, mas são diferentes. É tão óbvio. Não vale a pena de muito mais. Agora, neste preciso momento há pessoas a serem mal-tratadas, a sofrerem. Há animais num mundo cruel, a sentir dor. Há racismo, violência, egoísmo surreal, dor, sofrimento, uma violação de sentimentos, algo terrível, o ódio, e tudo mais. Muitos não sabem é disso. Mas todos somos e seremos ignorantes ao ponto de fazer, pensar, viver. Todos e tudo. Até mesmo tu. No fim, morte. O que é? Algo como o mundo. Sim, o mundo.
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