segunda-feira, maio 21
Barão
Hoje quando dei por mim, estava a chorar. Não sei porquê, mas era como se fosse um balde de água fria. Sei que não venho aqui à muito tempo. Sei que vim para aqui como se não soubesse escrever num computador. De repente, as teclas têm outra textura, uma nova textura mais amigável e destas sabia que iria gostar. E agora, é como tudo fosse novo. Os pensamentos voaram com um vento de Primavera e as lágrimas foram igualmente. A razão: Vi olhos sem alma. Sim. Por mais estranho que parece, é um fundo horrível. É o inferno. Queimei-me e tive de voltar. Mas como soube bem. Não sei se vos estou a confundir e a divagar. São coisas que não existe significado. O paraíso virou inferno. Mas sabem o que também vos posso dizer, sem voçes saberem do assunto? Ainda não ouvi as paredes de casa a baterem. Nunca soube que ia dizer isto mas "já não estão a mandar pedras às paredes!" mas disto sempre soube "irei ouvir de novo as pedras". Quando descobri o que era o céu e a felicidade, não vos contei. Mas descobri o que é o inferno e a tristeza e vim agora já contar! Sou horrível, não é? Não sei se todos sentem e descobrem o que senti e descobri, aprendi... Perdi-me. As palavras foram. Este efeito. Mas pode voltar. O que apenas quero dizer é que tudo será assim. Os pensamentos como já referi, caíram e lá ficaram no chão. Eu disse e fiz. Orgulhei-me. Mas não se voltará a passar, porque o orgulho é algo que se sente apenas uma vez. Ah, sussurram-me ao ouvido no paraíso e no inferno, "não há fim."
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