quinta-feira, agosto 9
Olhos sem alma.
Os olhos que não conseguem ver mais, estão gastos, cansados, estão mortos. Já viram de tudo, são um mar sem sal, são uma fragrância sem cheiro. O que aconteceu, àqueles doces olhos, que alma não tem neles, que dor os atormenta. Vermelhos, cor da amargura e do sofrimento, cor de algo que tortura, cor de algo que mói. Os olhos que tudo mostram, mas nada sentiram. Os olhos que se revoltam, que se fecham em mares de tristeza e que se ardem em plena luz, plena escuridão. O que aconteceu aos olhos doces da nossa infância? Aos olhos meigos de confiança e aos olhos suaves de pureza? Agora apenas cansaço se vê, nada mais do que isso, e nem mais queríamos ver. São apenas olhos. Olhos sem alma.
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