Mesmo no centro da cidade há quem se sinta sozinho e vazio. Há quem não se valorize a si mesmo, há quem pense que vai ficar sozinho para sempre. Eu penso, sinto, acredito nisso. Até aos confins do oceano onde todas as esperanças afundam-se e procuram por uma pessoa para ficar ao nosso lado.
Andamos num silêncio profundo onde ninguém sabe aquilo que estamos a pensar, sempre a esperar por qualquer pessoa para nos apoiar.
Tudo é estranho, esta espera, este jogo de sombras, estas simulações de morte, este olhar pasmado enquanto a multidão anda num movimento silencioso e sombrio. Afinal, nunca fiz tudo o que queria. E tudo é assim, com uma espera sem fim.
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