quinta-feira, outubro 6

Possivelmente familiar

... E depois há as famílias. Há todo o tipo de famílias; Apenas há e têm de existir. Hoje em dia, e por opinião própria, acho que há poucas famílias que se amam. Famílias que ainda se prendem a costumes antigos, ao passado, que não evoluíram, que formam confusões por algo novo e diferente. Não que isso acabe com relações. Há esse tipo. Também existe o tipo de família de estereótipos. Pessoas que complicam. Pessoas que julgam, que mandam, que querem ser felizes à custa da infelicidade dos outros. Há todo o tipo de família. Todo o tipo de guerra. Há desconfianças, há saudades por parte de outros, existem as frias vinganças, algo que querem e desejam de outro parentesco, há a solidão que uns têm, e a demasiada atenção que outros recebem por qual o motivo que seja. Nos jantares e almoços em família vê-se pelos olhares: todos são falsos. Vê-se bem que há um elemento que uma pessoa despreza mais e outro elemento que interessa mais. Mas fingem amar, fingem saber, que por outro lado, saber é só mesmo "coscuvilhice" mas o saber que se pensa que é, é o saber de importar, ver-se útil para ajudar. Todas as famílias podem parecer assim.

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Mas vê-se pelo coração: todos se amam.
Fotografia: World Press Photo Site

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