sábado, setembro 22

Rest In Peace, my good friend.

"A vida é injusta." É a frase que só esta manhã ouvi, li, pensei, pensaram e disseram imensas vezes. A vida é aquilo, a vida é uma passagem, a vida ponto e mais qualquer coisa. É uma pena, é uma perda.
Na verdade, não é a vida que me choca, mas sim a morte. A morte é que aparece quando menos esperamos. A morte é que põe um fim à nossa passagem, ao nosso destino e nos prega estas partidas. Fiquei totalmente estranha, triste e mal disposta quando descobri um falecimento de um amigo/colega de turma meu. Um amigo que ainda há poucas horas estava com um sorriso na cara, com vontade de viver, com sonhos para o futuro, com uma energia enorme e uma alegria contagiosa. Uma espécie de pessoa que nunca pára, que todos conhecem. Uma pessoa que apesar de tudo o que dizia, nos fazia sorrir e rir, porque era mesmo assim. Foi algo chocante de saber.
Que tinha sido as últimas aulas com ele. Que nada mais irá ser o mesmo. E questões como "Porquê?" ficam a flutuar na cabeça de todos.
Talvez ele já tinha uma vida tão completa, que teve de partir. Talvez ele já tinha vivido tudo e sabia de como isto da vida era, que teve de partir. São sugestões. São afirmações inquietas que me passam pela cabeça e soam-me mal. Se é assim, então que seja. Mas para todos. Mas é a lei da vida e disso eu não percebo. Apenas questiono.
O que apenas quero é paz. Seja o que seja depois da morte, que seja paz. Porque descansar, só em paz. E todos lhe desejam isso. Descansa em paz, Luís.

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